#fotografiaderua

#8 Stop, Look, Listen, Feel: Sintonize-se Com os Padrões Culturais

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Dando continuidade à nossa série de posts ‘Question Everything’ (Questione Tudo), baseada no trabalho do livro “Thoughtless Acts?” de Jane Fulton Suri, e combinada com nossas próprias observações como etnógrafos e fotógrafos de rua, trazemos a oitava dica: 

A oitava técnica para observação efetiva é entrar em sintonia com padrões culturais. Explorar as regras não escritas de um grupo social, um bairro ou de uma cultura é um desafio, porém enriquecedor. 

Como observadores procuramos encontrar significado e temáticas em diversas situações. Como seres humanos, somos programados para se conformar. Em uma série de experimentos famosos, o psicólogo Solomon Asch pediu aos participantes para completar o que acreditavam ser uma tarefa perceptual simples. 

Eles foram convidados a escolher uma linha que combinava com uma entre outras três linhas diferentes. Quando perguntado individualmente, os participantes escolhia a linha correta. Quando perguntado na presença de outros “participantes” que foram previamente informados sobre o estudo e que intencionalmente selecionaram a linha errada, cerca de 75% dos participantes se conformaram ao grupo pelo menos uma vez. 

Esta experiência é um bom exemplo da influência normativa; participantes mudaram sua resposta e se adaptaram ao grupo, a fim de evitar ficar fora. Em nossas vidas diárias, pode ser difícil pensar como um observador externo, mas há uma série de coisas que você poderia fazer para ser mais que umalien em sua própria cultura.

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(Este post foi retirado do nosso blog Inspiração)

#4 Stop, Look, Listen, Feel: Busque Situações Extremas

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Dando continuidade à nossa série de posts ‘Question Everything’ (Questione Tudo), baseada no trabalho do livro “Thoughtless Acts?” de Jane Fulton Suri, e combinada com nossas próprias observações como etnógrafos e fotógrafos de rua, trazemos a quarta dica: 

Uma forma muito útil de compreender a relação e experiências que as pessoas têm com os objetos e seu ambiente é procurar situações extremas. 
Isso nos permite buscar experiências para além do que já sabemos ou vivemos no nosso dia-a-dia, a fim de perceber algo novo.

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Usuários intensos muitas vezes podem ter um relacionamento mais complexo ou íntimo com objetos ou espaços, podendo revelar mais do que usuários moderados. Seus exemplos específicos nos permitem ver padrões, temas e condições limítrofes em torno da experiência que pode não ser trivial.

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Suri argumentou que isso pode depender muito de cada projeto, por isso é difícil falar de forma geral. “Digamos que estamos projetando uma máquina
de lavar roupa; podemos visitar alguém que lava roupas profissionalmente, alguém que é responsável pela lavagem de peças delicadas, em um lugar onde a água é um recurso precioso ou onde as pessoas lidam com situações de extrema sujeira – ou seja, situações que podem ser de alguma maneira invisíveis.

#3 Stop, Look, Listen, Feel: Foque nas Ações

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Dando continuidade à nossa série de posts ‘Question Everything’ (Questione Tudo), baseada no trabalho do livro “Thoughtless Acts?” de Jane Fulton Suri, e combinada com nossas próprias observações como etnógrafos e fotógrafos de rua, trazemos a terceira dica:

Ao discutir a importância de se concentrar na ação, Suri argumenta que, assim como o livro descreve, há imagens de pessoas, enquanto outras imagens mostram coisas que as pessoas fazem. Todas estas coisas estão conectadas - os objetos e a forma como eles implicam ou provocam comportamentos e significados emocionais. Se entendermos
as respostas emocionais ou comportamentais, estamos mais bem preparados para alterá-las.

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Outro elemento importante para transformar nossas habilidades em uma disciplina é a documentação de nossas observações. O autor francês Georges Perec (1936-1982) em Species of Spaces and Other Pieces (1974) instruiu seus leitores a verem o que é despercebido na cidade. Ele encorajou a prática de tomar notas ocasionais daquilo que vêem, de preferência usando algum tipo de sistema. Perec escreveu que se você não notar qualquer coisa, é porque você não aprendeu a observar. “Você deve tentar de forma mais lenta,
quase ingênua. 

Obrigue-se a escrever o que não é interessante, o mais banal, comum, incolor.” A vida na cidade pode parecer banal e fugaz, e, portanto, de acordo com Perec, o observador deve olhar e tomar o tempo necessário para realmente ver o cotidiano se desdobrando no espaço público.

Perec fala sobre usar um caderno, mas na realidade o nosso caderno e muitas outras coisas estão concentradas em nosso smartphone. Uma grande vantagem disso é que, com o advento das redes sociais, podemos não só compartilhar e colaborar em tempo real com um grupo geograficamente amplo de observadores, mas também podemos ter um registro digital permanente de nossas observações. Fundamental para usufruir dos benefícios de redes on-line é o uso de hashtags que permitem que nossas informações sejam descobertas e compartilhadas com outros.

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Essa forma mais dinâmica de fazer anotações de campo está redefinindo a própria etnografia. Algumas das oportunidades e desafios de tais métodos são abordados neste grande artigo da etnógrafa Tricia Wang.

(Este post foi retirado do nosso blog Inspiração)

#2 Stop, Look, Listen, Feel: Conheça o Mundo Lá Fora

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Dando continuidade à nossa série de posts ‘Question Everything’ (Questione Tudo), baseada no trabalho do livro “Thoughtless Acts?” de Jane Fulton Suri, e combinada com nossas próprias observações como etnógrafos e fotógrafos de rua, trazemos a segunda dica:

Uma importante prática para melhorar nosso comportamento como observadores é desenvolver a disciplina de perceber trivialidades pelo mundo, argumenta Suri.

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Qualquer um que vive em uma grande cidade brasileira e está acostumado à natureza problemática do espaço público no Brasil sabe que o ato de caminhar pode ser um tanto disruptivo por aqui. Contudo, a importância de andar para afiar nossas habilidades pode ser aplicada não somente à habilidade de observar comportamentos em nossa vizinhança imediata, mas também como estímulo à nossa criatividade (creative juices).

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Ano passado, pesquisadores de Stanford descobriram que as pessoas têm um melhor desempenho em testes de criatividade de pensamento divergentes durante e imediatamente após uma caminhada. O efeito foi similar independentemente se o participante fez um passeio dentro ou fora, andando em uma esteria e olhando para a parede.

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Eles descobriram que o próprio ato de caminhar, ao invés da paisagem encontrada em um passeio, foi fundamental para aumentar a criatividade.“Parte do porque de caminhar, eu acho, é importante podendo ser chato. É aquele aspecto que faz com que a sua mente volte e lembre, mesmo que inconscientemente, diz Jane.

(Este post foi retirado do nosso blog Inspiração)

Stop, Look, Listen, Feel - Introdução

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Esse é o primeiro dia de uma série de posts que faremos sobre como capacidade de observação pode nos inspirar e sobre como podemos desenvolvê-la.

Uma de nossas muitas inspirações para melhorar nossas habilidades como observadores vem do Estúdio de Design Inovador IDEO’s Jane Fulton Suri. 
Ela é a autora do pequeno livro “Thoughtless Acts? Observations on Intuitive Design.” O livro é uma coleção fascinante de ‘snapshots’ (fotos instantâneas), que diz muito sobre as maneiras que nós acidentalmente e intuitivamente criamos soluções para os problemas que encontramos diariamente. 

 

Ela também dá uma ideia do valor de olhar cuidadosamente e conscientemente para as infinitas formas que nós interagimos com as coisas e pessoas ao nosso redor. 

Jane compartilha 10 técnicas que irão te ajudar a prestar atenção, tomar nota e elaborar a solução mais criativa para qualquer projeto. Nos nossos próximos posts, iremos compartilhar algumas das ideias do ‘Thoughtless Acts" com as nossas próprias observações como etnográfos e fotógrafos de rua e algumas atividades que nós achamos que podem lhe ajudar a desenvolver sua própria curiosidade de observar.

Ah, e não se esqueça de nos contar o que você achou :)

(Este post foi retirado do nosso blog Inspiração)