Relatório: A Situação da Paternidade e Cuidado no Brasil, 2015

É impossível não se notar o expressivo aumento de espaço dado ao feminismo e à luta de gênero, tanto no Brasil quanto ao redor do mundo nos últimos 12 meses. Infelizmente, em contrapartida, alguns temas como a relação de pais e filhos e as constantes mudanças dos homens em seu comportamento para cuidarem de seus filhos tem recebido uma atenção muito pequena. Dado esse aspecto, nos interessamos em divulgar esse estudo realizado ao longo das últimas duas décadas. O estudo é parte de um projeto global que pode acessado e melhor compreendido no link ao final do post.

Dentro do estudo, destacamos algumas de suas partes mais relevantes:

"A transformação cultural necessária para alcançar a equidade de gênero deve envolver as dimensões individual, comunitária e institucional – incluindo pessoas, comunidades, empresas
privadas e governo. O investimento em políticas de valorização da paternidade e do papel do homem como cuidador tem o potencial de desconstruir um modelo dominante de masculinidade – patriarcal e machista -, que reforça a desigualdade de gênero, abrindo caminho para a construção de outros modelos não violentos, baseados no afeto e no cuidado."
"Quando os homens se envolvem na divisão de tarefas domésticas e no cuidado das crianças, dedicando seu tempo aos seus filhos e filhas, contribuem para que os meninos sejam mais equitativos de gênero e para que suas filhas tenham um maior sentido de autonomia e empoderamento."
"As mulheres representam 40% da força de trabalho pago no mundo, além de serem responsáveis por 50% da produção global de alimentos. No entanto, os homens realizam
somente 20% do trabalho em casa, não pago. A equidade de gênero só será alcançada quando houver uma verdadeira divisão do cuidado e do trabalho não remunerado."