#5 Stop, Look, Listen, Feel: Cultive a Curiosidade

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Dando continuidade à nossa série de posts ‘Question Everything’ (Questione Tudo), baseada no trabalho do livro “Thoughtless Acts?” de Jane Fulton Suri, e combinada com nossas próprias observações como etnógrafos e fotógrafos de rua, trazemos a quinta dica: 

Nossa próxima técnica para melhorar a capacidade de observação é estimular a curiosidade. Ser um observador curioso é algo para o que os seres humanos já estão programados. Em seu livro sobre a história da espionagem, o antropólogo John Locke afirma que “nós, seres humanos temos um desejo forte e contínuo de expor e vivenciar momentos particulares da vida dos outros.”

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O sociólogo Richard Sennett argumenta que voyeurismo tem uma conotação negativa, mas que a vida seria insuportável se nós só soubéssemos sobre pessoas que conhecemos intimamente. 

Um dos fatores mais importantes no desenvolvimento de nossa curiosidade é a nossa capacidade de fazer as perguntas certas. A pesquisa mostra que a quantidade de perguntas feitas atinge seu auge na idade de 4 ou 5 anos para, em seguida, cair de forma constante, quando as crianças passam a frequentar a escola (onde as respostas são mais valorizadas do que as perguntas) e ao se tornarem adultos. 

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No momento em que estamos no local de trabalho, muitos de nós perdemos o hábito de fazer perguntas fundamentais sobre o que está acontecendo ao
nosso redor. Suri encoraja-nos a fazer perguntas “ingênuas” e amplas que vão além das suposições automáticas. Isso pode ser estendido para estimular a compreensão da diferença entre comunicação dialógica e comunicação dialética. 

A comunicação dialógica requer o exercício das habilidades auditivas - ouvir mais do que falar, e ao falar, na verdade questionar e sondar, produzindo empatia e curiosidade.

(Este post foi retirado do nosso blog Inspiração)