Entrevista com Fábio Porchat do Porta dos Fundos

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Em breve lançaremos o White Paper, um documento que fala sobre o Brasil Digital. Entre os formadores de opinião que estamos conversando, gostaríamos de compartilhar com vocês a entrevista com o Fábio Porchat que faz parte do grande viral da internet Porta dos Fundos.

The Listening Agency: Por que trabalhar com o humor ficou tão perigoso no Brasil? Por exemplo, dá processos, indenização e polêmica. O que está errado é o ofício dos humoristas que a vocação é fazer rir ou a cultura do politicamente correto que tenta higienizar o deboche e a ironia de todas as partes, inclusive dos programas humorísticos?

Porchat: Na verdade vou discordar pouco da sua pergunta, eu não acho que está perigoso fazer humor no Brasil. Tem três exemplos de comediantes que deram problema e cem exemplos de comediantes que não deram, eu por exemplo nunca tive problema, nem o Leandro Hassum e muito menos o Lúcio Mauro Filho. Na verdade a gente pega uma ou duas pessoas que polemizaram com o assunto e que deram algum problema. Às vezes por conta delas ou por não, acabamos generalizando por esse lado porque é mais legal pegar uma coisa que gera uma polêmica do que dizer que estar tudo normal. Então fazer piada no Brasil é fácil no sentido de que é um povo pré-disposto a rir, é um povo que adora rir, adora brincar e que é um povo muito piadista. Tem um politicamente correto acontecendo mas por conta de estarmos vivendo um momento tão bom de aceitação, de evitar preconceitos, racismos e homofobia do que qualquer outra coisa.  Acredito que é por conta de nós não sabermos lidar com a situação. Tenho a teoria de que quando o bobo da corte faz a piada ele está rindo da cara do rei e todo mundo está rindo junto, inclusive o rei. Quando o rei manda matar o bobo da corte a culpa não é do rei, o rei é um borsal. A culpa é do bobo da corte que errou e fez o rei perceber que aquilo era uma piada. Os humoristas tem que saber fazer a piada, rir do outro, rir de si e fazer todo mundo rir junto. Se eu tivesse que escolher alguém para representar o humor no Brasil, eu não escolheria nenhum desses polêmicos... Eu com certeza escolheria o Adnet, o Hassum, o Gregorio Duvivier, o Marcos Veras, o Médici que são pessoas ótimas, hilárias e que nunca deram problema.

TLA: Você discorda do que o José Simão disse que o Brasil é o país da piada pronta?

Porchat: Não. O Brasil é o país da piada pronta por uma série de outros motivos por conta dos políticos, das placas que a gente vê pelo Brasil e do brasileiro ser bem humorado, acho que é por conta disso. O Brasil é o país da piada pronta com certeza, quando você tem Feliciano no cargo dos direitos humanos e o Genuíno no cargo da justiça. Mas não é só no Brasil não, é no mundo todo. Também tem um pouco isso... "Ah no Brasil é difícil fazer piada". Lá fora também é a mesma coisa, durante aquele tsunami no Japão um comediante americano super famoso fez uma piada e perdeu o contrato que ele tinha com a Volkswagen. 

TLA: Como você imagina que esse tipo de humor – o que você faz e os outros comediantes que você citou aqui no Brasil também fazem– são vistos lá fora? É claro que por exemplo em Londres, os londrinos não entendam o mesmo tipo de piada até pela cultura ser diferente. Mas como você acha que é visto este tipo de humor lá fora?

Porchat: Eu acho que as pessoas lá fora nem olham para o Brasil com esses olhos de humor, nem sabem que está acontecendo algo desse gênero aqui no Brasil. É mais nós nos inspirarmos no que está acontecendo lá fora. O que eu tenho sentido muito com o Porta Dos Fundos é que os portugueses estão dando uma resposta muito legal ao nosso site. Nós estamos em canal português e eu já dei entrevistas para jornais portugueses. É um 'lá fora' olhando para o Brasil, só que Portugal é um país irmão (não sei se isso de país irmão existe – mas é uma língua semelhante que facilita muito). O português é uma língua que está “condenada” a dois países e é claro que embora Angola e Moçambique falem português também, os principais são Brasil e Portugal. O restante do mundo está falando inglês ou espanhol e por conta disso acho que o pessoal lá fora não olha para o Brasil com essa coisa de humor ou comédia e nem se inspiram aqui. Talvez é até uma boa pergunta para fazer com o pessoal lá.

TLA: Você analisa essa reversão lógica do marketing que vocês instituíram no Porta Dos Fundos?

Porchat: Isso foi uma coisa muito engraçada! Quando fizemos o primeiro vídeo do Spoleto, falamos: “Bom seja o que Deus quiser!”  Não mencionamos o nome do Spoleto e nem gravamos dentro do Spoleto, então pensamos que não tinha como dar problema porque não estávamos usando a marca deles. Eles é que foram muito inteligentes e souberam usar, abrindo as portas para outras empresas perceberem que o legal é exatamente isso. É discaretar, porque a TV já é muito careta, os merchandisings da televisão são muito caretas. A internet é outra mídia completamente diferente e que temos total liberdade. Por que não ter também essa liberdade com as empresas? Elas podem criar e brincar com isso. Acho que o Spoleto percebeu muito claramente e se utilizou muito bem disso, virou um case de marketing do ano. O case de história de marca da internet no Brasil, não sou quem está dizendo isso... Saiu na Exame, na Negócios e em outras revistas. Eles acabaram contratando a gente e fizeram com que o vídeo se chamasse Spoleto e nos solicitaram para fazer mais dois vídeos. À partir do Spoleto várias empresas começaram a usar este recurso à favor delas, como a Coca-Cola, a Fiat, o Bis que lançou um vídeo e a Kuat que irá lançar agora. Então as empresas foram sacando que o legal é se sacanear mesmo, é rir da gente mesmo.

TLA: Qual é a relação com as empresas que você critica? Porque você já chegou a fazer críticas no Porta Dos Fundos sobre outras empresas, como é isto? Alguém já chegou a ligar ou reclamar com vocês?

Porchat: Na verdade eu só crítico aquilo que eu uso. Eu não vou criticar a Claro porque eu não tenho Claro e nem sei como funciona. Eu tinha Tim então eu sabia que a minha vida era um inferno com a Tim. Eu tomo Coca zero e odeio a NET, ambos que eu já sabia como funcionavam. É a brincadeira com aquilo que eu uso e não uma crítica assim: “Ah esse produto é uma merda!” Não, não é isso... É brincando com o serviço, com que acontece por trás do produto e não pegando a marca e 'escrotizando' ela. É o serviço que é oferecido por trás da marca e mostrando deficiências por trás disso, coisas que todo mundo também reclama. Se não o vídeo do ‘Estaremos fazendo o cancelamento’ não tinha 8 milhões de visualizações, entendeu?

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TLA: Tocar em assuntos sensíveis é algo que pode ser alvo de críticas? Qual é o limite do humor?

Porchat: Com certeza tocar em assuntos sensíveis vai virar alvo de críticas porque é impossível agradar todo mundo. Falar de religião, de racismo ou alguma coisa nesse sentido é delicado. As pessoas ficam meio: "Que lugar é esse?". Nós fizemos alguns vídeos brincando com a Bíblia, com a Ku Klux Klan, com o racismo do Saci, com Moisés, Noé e não tivemos problemas com nenhum. Eu acho que é difícil dizer qual é o limite porque não existe um limite no humor. Acredito que existe um humor e existe para qual público você está falando. Se for uma plateia só de judeus e eu fizer uma piada de judeus talvez eles não achem graça. Se eu tiver em uma plateia só com gordos e fizer piada sobre gordos, eles também não vão achar graça. Nós temos que entender para quem estamos fazendo essa piada. Se é em TV aberta, na internet, TV fechada ou cinema, tudo isso varia e modifica. Porém acho que podemos fazer piada com tudo e que tudo é sujeito a piada. É bom quando podemos fazer uma piada com racismo, de poder rir de uma coisa e aprender com aquilo, poder ver e perceber até onde o meu lado preconceituoso está indo. É legal você poder pegar um assunto e brincar em cima dele. Nós no Porta Dos Fundos somos cinco cabeças pensantes em uma reunião de roteiro, acho difícil um assunto ou algum texto que seja muito agressivo passar desapercebido por cinco pessoas. Talvez seja esse o nosso segredo de nunca termos nenhum problema, porque são cinco pessoas que opinam. Só aprovamos um texto quando quatro pessoas querem, quando é quatro contra um ainda aprovamos. Se é três contra dois o texto não é aprovado porque tem alguma coisa que não está batendo para duas pessoas. Mas não é assim: “Puts as pessoas vão se ofender”.  É não está engraçado. Está engraçado? Tá, então vamos fazer. Se não estiver engraçado pode ser pedofilia ou um casal que se amam que não iremos fazer.

TLA: Falando um pouco de cinema, a aceitação do próprio brasileiro com o cinema nacional é complicada. Você que participa desse mercado cinematográfico o que você achou?  Acha que teve alguma mudança? O que achou da recente experiência no filme Vai que dá certo?

Porchat: Eu adoro fazer cinema. Eu já fiz alguns filmes, lancei dois e vou lançar mais dois esse ano e mais um ano que vem. Enfim, é muito legal cinema e eu acho que a comédia está fazendo uma coisa que é transformar filme nacional em filme. Está começando a descatalogar essa coisa de comédia romance filme nacional. Agora as comédias são postas em comédias, o Ben Affleck, o Adam Sandler e o Bruno Mazzeo ocupam o mesmo lugar na minha prateleira. As comédias estão fazendo isso com os filmes. No Brasil existe muito preconceito com o filme nacional porque as pessoas acham muito ruim, não sei se é por ser dublado, eu não sei dizer exatamente porque acontece isso, os filmes são ótimos. Claro que tem filmes horríveis mas tem péssimos filmes americanos também. Filme brasileiro você vai assistir e fala: “que merda, nunca mais vou ver um filme nacional”. Filme americano você fala: “que merda, vamos voltar semana que vem?”, tem um certo encantamento que perdoa os caras lá e aqui quer tem que ser o melhor do mundo. Eu estava reassistindo outro dia Se Beber Não Case que é ótimo e eu adorei. Porém, reassistindo comecei a perceber que é um pouco longo. Mas não é por isso que eu vou desistir de ver comédias americanas para sempre. Eu adorei o filme, tem algumas questões e é a mesma coisa que ocorre com os daqui. Se você vai assistir um filme como o Se Eu Fosse Você que tem questões e coisas que eu não gostei tanto, mas achei o filme super legal. Porém o brasileiro cobra muito. Eu fui ver o Divã no cinema e tem uma cena que a Lilian Cabral chega no hospital para visitar a Alexandra Richter e para e acha uma vaga na frente do hospital. O cinema parou e fez assim: “Ah tá! Achou uma vaga...” Nos Estados Unidos o cara mata um monstro e ninguém fala nada, aqui a mulher achou uma vaga e o cinema descreditou o filme. Tem um pouco isso mas acho que está mudando, que a cultura de cinema nacional está modificando as pessoas.

TLA: Você citou alguns humoristas brasileiros que você gosta e você está em um patamar talvez igual ou maior que eles. Você tem a noção de refletir em outros humoristas talvez fora do Brasil?  

Porchat: Lá fora não. O que eu sei é que brasileiros lá fora assistem muito Porta Dos Fundos porque temos os dados. Eu viajei agora e as pessoas vem falar comigo, eu estava na em Veneza e um cara falou: “Pai, pai olha aquele menino dos vídeos que a gente estava vendo no trem!” Então é uma coisa mundial realmente, a pessoa pode estar em qualquer país e baixar o nosso aplicativo. Mas tirando os portugueses que vieram falar conosco e até me chamaram para participar de um festival de humor em Portugal, eu acho que o resto do mundo nem sabem que nós existimos. Embora na semana passada onde nós nos tornamos o maior canal de humor do mundo. Por mês nós temos 50 milhões de visualizações e não sei quanto milhões de inscritos. Vira uma coisa muito louca. Nesse sentido eu acho que é forte, o Google internacional e o Youtube internacional sabem quem nós somos. Agora os comediantes lá fora eu não sei, não faço a menor ideia. Eu sei que eu me inspiro muito nos ingleses como o Richard Briers, Monty Python e Eddie Izzard que são comediantes que eu gosto e assisto muito. O humor inglês é muito ácido ele é do escrotão. Eu acho o Monty Python que são os deuses eternos e duram até hoje... O humor envelhece, daqui a cinco anos você vai ver e falar: “Nossa eu ria disso, que loucura!” O Monty Python tem 40 anos e se você assiste você fala: “Que gente doida! Como é que eles fazem isso?” Ainda é doido e para ser doido é porque a gente ainda não chegou lá neles.

World Bank Report: Latin America's New Middle Class

In case this 200 page report has passed you by, The World Bank has just launched a major report into the new Latin American middle class. Its so hot off the press that we haven't had much time to get our own ears around it yet but will do in time.

The headlines are as follows ... 

  • In the past decade, the middle class in Latin America grew 50%, and now represents 30% of the population.
  • According to the experts, this growth is due to growth and job creation
  • To maintain these gains, the region needs to enact policy reforms within the employment, tax and social security sectors.

The report can be downloaded here... 

... and there is a video created by The World Bank to accompany the report

Men - the Last of their Species

"Em São Paulo, há uma São Paulo que desaparece em silêncio todos os dias". This week's Veja São Paulo has a nice article about some of the disappearing professions in the city. From pinball machine repairers to handwriting teachers, the winds of soial, economic and technological change are both leading to the extinction and even in some cases the rediscovery of some of the trades of the 20th century. The magazine did  not make any direct reference to this but all of the professionals selected were men, which we are sure might just be a sign of another social trend.  

Transient

Projetos levam frases e arte das ruas para a internet

Duas páginas brasileiras em redes sociais levam mensagens das ruas para a internet. Da tradicional “você já abraçou alguém hoje?” a frases com peso político maior, como “Se votar mudasse alguma coisa, seria proibido”, o projeto Olhe os Muros exibe frases escritas em locais públicos em seus perfis no Facebook, Tumblr e Twitter. A proposta é semelhante à do As Ruas Falam, que coleciona além de frases intervenções como a mudança do sinal de “Pare” para “Pire”. Há quase um mês no ar, o projeto, com páginas no Facebook e Pinterest,  já recebeu mais de 200 colaborações, incluindo imagens de outros países. Veja galeria com imagens dos dois projetos.

Fonte: http://catracalivre.folha.uol.com.br/2012/10/projetos-levam-frases-e-arte-das-ruas-para-a-internet/ 

Life without a cleaner...but shouldnt that be a man cleaning the house?

Though not the the first article to touch on this subject in recent months, and despite the title being slightly misleading in that the overall number of domestic workers hasnt in real numbers decreased, the feature article in this week's Epoca is one of the better written pieces exploring this social and cultural phenomenon here in Brazil. A series of changes in the national economy and in the values associated with education and different professions now means that more young women from less privileged backgrounds are seeking professions and careers with better prospects than those of their mother's generation. This also reflect changes in the social classes which traditionally employed domestics - as they are questioning the values behind employing domestics as well as the increasing costs of such employees.

Despite the obvious economic issue underpinning this debate, the question of a shift in societal values is perhaps the most interesting part of the discussion. This must inherently include a consideration of how gender roles are changing in Brazilian society and how relationships to the 'domestic' are also changing rapidly. Brazilian men especially of the traditional middle class are not so unlike their European or North American ocunterparts in that they would appear to be suffering from something of an identity crisis at present. Though not directly questioned in the article, i always wonder how Brazilian men (especially those who have partners or wives who work outside of te home) feel about having female domestic workers in their living spaces. As it is often an area of the economy where women employ other women, the role and attitudes of men to the decision-making around domestic work is something which is perhaps not understood or questioned enough. Other studies and newspaper srticles have shown that Brazilian men are increasingly likely to share domestic tasks - but to how this might be changing broader societal attitudes to equality of employment opportunities is perhaps less evident. It was disappointing to see that in a recent UN Human Development Report that Brazil has a level of gender inequality mush worse than most of its South American neighbours and the number of elected female politicians in Brazil is one of the worst in the world.

Although and as the article highlights the real problem is that most domestics were far closer to the slave relationship than real employees - and the 'them and us' relationship was paternalistic at best, cruel at worst and in general inefficient and unproductive for the economy. However in a twist which again turns the whole 'new middle class' debate on its head, many of the economicall emerging classes now employ domestics themselves and this is what is really causing the squeeze in the labour market. The other interesting factor and one which is close to our hearts because of our ongoing 'Brasil@Home' project is the fact that the new dynamics mean that the old model of apartments with a separate space for the domestics - out the back as opposed to the upstairs / downstairs model of Victorian England - is now redundant and most people are reshaping the use of their apartments turning the 'quarters' of the maid into a spare storage room.

Happy Bithday São Paulo - plant something today!

As the clock ticks down to the 458th anniversary of Sao Paulo, im fully expecting to wake up to newspapers full of the annual think-pieces on the future of the South American megalopolis. The conquests and the battles ahead for this city of 13 million residents. As one of them im counter to the daily complaints about the cities lack of charm and community spirit and all round culture of fear and inhumanity in perhaps the most cordial society on the planet. One of the most striking features of the city for anyone crazy, foreign or poor enough to be a regular pedestrian in the city is just how little we as its residents seem to interact with our physical surroundings and prefer to allow them to confine and control us. In it against such a backdrop that any ideas for possible change, however small seems mighty attractive. There are a couple of other additional components to the backdrop of this birthday post for São Paulo. One being two or three articles I have recently read about the growing problem of obescity in Brazil. My wife informed me earlier this evening that she had heard a radio report in which the Brazilian army reported that soldiers reporting for their national service have DOUBLE the average body weight of their father’s generation. The second factor is that of food security. It is possible that today was the first time I had seen the issue raised in the Brazilian media but flicking through a recent copy of the ESPM magazine I stumbled upon a quote from an eminent Brazilian diplomat who saw this as one of the two most pressing issues for Brazil in the next two decades. And then of course there is the much bigger cultural frame of reference which must be considered. Here in Brazil with our current economic climate, we are subject to a ongoing stream of media images and stories about the ongoing rise of our emerging consumer classes who are for the most part portrayed as PASSIVE, status fuelled, undereducated, materialists. While outside of Brazil there are ever increasing signs of a new consumer dynamic which fuelled by social media technologies and a desire to reconnect is creating a host of more collaborative consumption models as the idealism and hunger for action of Millenials is evident not only in the Occupy movement but also in the countless social business enterprises springing up around the world which seek to promote a more ACTIVE consumer model. Just as optimistic Brazilians seek to claim their moment in the sun as yet another international magazine discovers the Brazilian success story one has to ask if Brazil hasn’t missed the train once again. Isolationist Brazil once again it seems might be doomed to be left behind again as societies and economic models elsewhere move on, much as happened post slavery and again pre-BRIC.

So, it is against this backdrop that I wish to give to the city of São Paulo a small gift – a simple internet link to a site for a community food programme small village on the borders of Lancashire and Yorkshire. The Todmorden ‘Incredible Edible’ scheme started out with a very simple premise and one which the simple thought of introducing to São Paulo makes me question my sanity. It is one of a number of new food related consumer models featured in the BBC Radio Food Programme which you can listen to here. In simple terms my fellow Paulistanos we need to reclaim the city by planting food. Everywhere. Reclaiming all those dirty, urine stained underpasses and scruffy cracked pavements to plant food. Simple as that. Plant the food and let it grow and then somebody, potentially your neighbour will come along and eat it. The scheme has seen a wide range of social effects not only in terms of training and educating people but also create a sense of community both via the schemes online and offline activities. The scheme has also started to gain international recognition as a possible model for urban planning on a human scale.

By the way I have already closed my ears to all those screams of “Gringo…that could never happen here… you don’t understand how this country works”. Believe me I have been to Todmorden and if it can work there it can work here. Im not saying we can reduce obescity or reclaim cracolandia but what if? What if people actually started to take a little notice of their neighbourhood and planted something which they and their neighbours could eat. What if they actually spoke to their neighbours. So the next time you are wondering through Bom Retiro and come across a small patch of Basilico or some tomatoes on the vine – help yourself!

Inside the New Brazil

As part of our recent participation in London at the Marketing Society's Global Leadership event, we created a small video from some of the interviews we have been conducting with brands here in Brazil exploring some of the opportunities and challenges for companies seeking to take advantage of the economic opportunities here in Brazil. This is just a small selection and we will be posting some more of the material in future weeks. We look forward to your thoughts and feedback!

Marcas Brasileira for Export...maybe

No final de Novembro, vamos fazer uma apresentação em Londres para o evento 'Global Leadership' de The Marketing Society, o assunto... o Brasil e como as marcas e Publicitarios ingleses podem entender melhor o mercado e marcas brasileiras. Por isso gostamos o artigo de Marili Ribeiro no site da Estadão sobre 'Marcas Brasileira for Export' O que esta cada vez mais acontecendo é uma conversa maior entre as marcas, produtos e publicitarios de fora com as aqui no Brasil, claro. Mas por cada uma Africa (agencias de publicidade buscando presencia fora do Brasil) tem 3 ou 4 Wieden and Kennedys chegando aqui.  Achei o exemplo de Havianas interresante mas bem diferente do que os exemplos de outras marcas procurando um espaço la fora. Havainas foram descobertos aqui no Brasil pelos gringoes (inclusive eu). Qualquer estrangeiro 15 anos atras voltou ao seu pais com uma mala cheia de Haivanas para amigos e comecamos vender nos mercados (tipo Spitalfields em Londres). Logo depois lojas como Office começou buscar canais de importar de Brasil e explorar essa tendencia. Alpargatas, na minha opinião demorou e perdeu muito a oportunidade de criar a marca fora do Brasil bem antes de 2007. Também vale a pena lembrar como Brahma tentou entrar na Europa uns anos atras... cerveja fraco deu fracasso. O pais não tem inimigos porem ser marca brasileira não é suficiente!

Brasil, uma boa influência.

Uma pesquisa realizada pela BBC World Service Poll apresentou resultados interessantes sobre a visão que pessoas de outros países têm sobre o Brasil. A pesquisa busca montar o ranking das nações que são vistas como "boas influencias" para o mundo. Segundo a BBC, o numero de pessoas que vêem o Brasil como uma força positiva esta aumentando rapidamente nos últimos anos. O pais é visto positivamente por 49% das pessoas entrevistadas, numero que aumento de 40% na pesquisa do ano passado. Foi o país que mais subiu no ranking se posicionando atrais de Canada, Alemanha e o Reino Unido. Segundo a matéria do site da BBC o pulo no sucesso do Brasil acompanha a transição democrática da presidência de Lula da Silva para Dilma Rousseff e, ainda, a força ganhada pela classe media do país.

A resposta ao Brasil foi predominantemente positiva na maioria dos países pesquisados. Os únicos dois que países que não apresentaram uma visão predominantemente positiva do Brasil foram a Alemanha e a China.

É interessante notar como o Brasil é percebido positivamente pelos países do continente americano e na maioria dos países da Europa ocidental. Para mais informação sobre como a pesquisa foi realizada e quais países foram incluídos basta seguir o link da fonte.

Ainda, gostaríamos de ressaltar que nos interessa pensar como eventos como os que aconteceram em Londres nas ultimas semanas irão afetar os resultados de este tipo de pesquisa e a forma em que enxergamos o Reino Unido. Observamos muitos comentários nas redes sociais sobre como estes eventos afetaram a confiabilidade do país para realizar as olimpíadas. A The Listening Agency realiza quinzenalmente um briefing sobre as olimpíadas de Londres 2012, vale a pena dar uma olhada.

FONTE: Brazil and South Africa more popular - BBC poll

Aumento do preço dos imoveis

Mais uma sobre o mercado imobiliário brasileiro. Segundo um artigo da revista exame nos últimos 12 meses o preço dos imoveis subiu em media 25%. É interessante notar que, ao mesmo tempo em que a revista aponta o aumento de preços, também apresenta que: "Em média, um novo prédio leva quatro meses para ser completamente vendido nas principais capitais do país, três vezes mais rápido do que cinco anos atrás — e há dezenas de casos de condomínios que são comercializados num único fim de semana, alguns em poucas horas." Também vale a pena destacar que: "A expansão imobiliária dos últimos anos está provocando transformações urbanas no país inteiro. Dezenas de novos bairros vêm surgindo nas principais capitais brasileiras."

Estas duas mudanças em conjunto somadas à verticalização das cidades estão transformando a nossa forma de nos relacionar com o ambiente habitacional. Sem contar que atraem investidores estrangeiros ao pais.

Você se sente afetado por isto? O Brasil está ficando caro? Nos deixe seu comentário.

Fonte: A maior alta de imóveis do mundo

Aprendendo a entender

Os dados do censo 2010 começaram a ser analisados e a mistura da analise qualitativa com a quantitativa é necessária para entender o que os números querem dizer. Um dado que nos chamou a atenção diz respeito a alfabetização no Brasil. Segundo o censo 2010 9,6% da população brasileira com mais de quinze anos de idade é analfabeta. O mais interessante é observar que o numero vêm caindo constantemente. O Estadão aponta que: "Entre 2000 e 2010,..., o total de analfabetos caiu 2,3 milhões." e aponta que o Brasil se comprometeu perante a ONU a atingir a taxa de 6,7% até 2015.

Ainda, é interessante perceber que os percentuais caíram principalmente entre crianças de 10 a 14 anos (de 7,3% em 2000 para 3,9% em 2010). Se considerarmos que o ideal é atingir a total alfabetização até os oito anos de idade, os números apontam uma juventude mais preparada para continuar com seus estudos.

O estadão apresenta um ponto importante: se os números brutos apontam como as taxas de analfabetismo estão em baixa, resta começar a fiscalizar a qualidade da instrução. O mais importante é que um pais com menos analfabetos é um pais com mais vozes. Cabe a todo procurar ouvir.

Fonte: País tem de alfabetizar 3,5 milhões de adultos para cumprir meta da ONU

Domesticas em casa e em falta

Segundo a revista Veja existem em São Paulo 632.000 trabalhadores domésticos. O numero caiu de 657.000 em 2006. Uma diminuição de 14%. Segundo a revista a percepção geral das patroas e que faltam profissionais para atuar nas areas de "faxineiras, diaristas, babás, cuidadoras de idosos, cozinheiras, lavadeiras, passadeiras e arrumadeiras." Com o fortalecimento da economia brasileira a classe media emergente passa a querer empregar, cada vez mais, pessoal para tomar conta de suas casas. Como aponta a revista: "O bom momento econômico também produz mais patrões. A classe C, que antes era empregada, agora quer contratar.”

Resta perguntar como estas mudanças vão afetar a relação da classe media emergente com seus afazeres do lar. Será que as empregadas domesticas têm uma voz na hora de escolher os produtos utilizados na casa das patroas? Deixamos a pergunta e ouvimos.

Fonte: Domésticas passam a apitar as regras do jogo

Estamos num Ranking! Esperem, não aplaudam ainda...

Aparecer em rakings costuma ser uma boa. Melhores cidades do mundo, melhores praias, melhor qualidade de vida, etc. Todas listas em que gostaríamos que as nossas cidades aparecessem algum dia. Contudo, hoje descobrimos uma lista que não é das melhores. No blog do Sílvio Guedes Crespo, blogueiro do Estadão, encontramos a lista das 50 cidades mais caras. Segundo Sílvio: "O Brasil tem três cidades no ranking das mais caras do mundo para expatriados divulgado pela consultoria Mercer. O estudo toma como base os custos das multinacionais para manter funcionários em outros países."

No quadro aparece a cidade de São Paulo que deu um grande pulo no ranking do posto 21 ao 10 entre março de 2011 e março de 2010.

Como se sentem as cidades em que vocês moram? As coisas têm ficado mais caras? Como estão estas tendencias acompanhando a sua qualidade de vida? Nos conte nos comentarios.

Fonte: Para ver o resto das cidades no ranking veja: Brasil tem 3 cidades entre as 50 mais caras

O Brasil está subindo.

O crescimento do mercado imobiliário no Brasil é iminente e o aumento do numero de prédios é constante. Engana-se quem acredita que este crescimento está concentrado apenas nas grandes metrópoles. Segundo o jornal Estadão "Um recorte inédito do Censo Demográfico 2010 feito pelo Estado mostra que a verticalização se espalhou pelo País e cidades pequenas e médias são hoje os principais motores dessa tendência."

Os censos apontam que um de cada dez brasileiros já está morando em prédios. E ainda mostram que "Nos últimos dez anos, o número de apartamentos da Região Norte cresceu em um ritmo 3,5 vezes maior que no restante do Brasil".

O artigo aponta que este crescimento esta acompanhando o aumento da renda, do credito e do emprego. E questiona como as cidades estão se adaptando ao crescimento acelerado: "O problema oculto nesses números dignos de crescimento chinês é que, com todos esses prédios, vieram as pessoas. E, com as pessoas, apareceram o trânsito, os assaltos, a falta de esgoto e muitos outros problemas estruturais, que nessas cidades se mostram ainda mais acentuados por falta de planejamento.

Cabe pensar como a verticalização dos ambientes de convivência afetam a forma em que interagimos socialmente. Por exemplo, como se resinifica a relação entre vizinhos em uma "cidade vertical" e, consequentemente, como estas mudanças alteram os desejos dos consumidores.

Fonte: Verticalização atinge todo o País e 1 em cada 10 brasileiros já mora em prédios