The Listening Road – Rio’s street of media, trends and consumer culture

A brief glimpse into the history of Rio de Janeiro’s Rua do Ouvidor reveals some fascinating insight into the history of Rio de Janeiro but also threw up some interesting facts that you would expect The Listening Agency to find interesting. Not least of which being the historical ties between the street and the history of media and consumer culture in the city and Brazil. Ombudsmann, a Swedish term means quite literally a person who has an ear to the people and the word in Portugues for ombudsman is you guessed it... Ouvidor. The street gained its name by popular usage in the 18th Century as it was the home of residence of the Ouvidor-Mor or ombudsman of the city, Manoel Pena de Mesquite Pinto. In the 19th Century the street was the location where the cities residents went in search of news and new trends from around the world at the cafes and bookshops which lined the road. With the construction of Rio Branco a mojor new Avenue in the early 1900s the profile of the street changed to become one of the principal locations for a newly emerging consumer culture. It was home to clothing stores, cigar stores and jewelry shops and was also a center of social activity and the stage for soirées, exhibitionism and large private parties. In the 1890's it was on Rua do Ouvidor that the first cinema in Brazil opened its doors as did the first ice-cream shop in the 1830's.

Is the Music of News Universal?

Having worked quite extensively researching news programmes on TV in both England and Brazil in recent years i found it strange to be looking for some examples of news programmes in Paraná, Brasil and to hear the opening music to the daily news programme SBT Paraná. It is exactly the same music as has been used for more than 30 years by the BBC's flagship news programme 'Newsnight'. It made me question whether despite our cultural differences and our unique relationships to TV news programming, the Music of News is universal?

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Sobre F8 e falar rapido

Como muitas pessoas me sentei hoje de manha e assisti a F8 Annual Developers conference do Facebook ao vivo desde São Francisco. A maioria das manchetes vão, tenho certeza, focar-se nas grandes mudanças que a plataforma irá incorporar nos próximos meses. Claro que será interessante ler a chuva de comentários no próprio Facebook enquanto os usuários se acostumam com as novas ferramentas e as nossas vidas sociais continuam a evoluir e como nossas relações no facebook murarão a medida que o site ganha mais controle sobre os elementos das nossas vidas. No nível pessoal parece que uma grande quantidade, mesmo que pequenas, de mudanças em um curto período de tempo pode gerar um certo estranhamento de alguns usuários com o site. Eu questionaria se nós como usuários teremos a chance de escolher, em algum momento, ficar com a plataforma como era, nos "aposentar" e deixar o publico mais hard-core ou jovem continuarem a se adaptar as novas versões.

Contudo, o que mais me interessou do evento, e vejo isto como um observador do comportamento comunicacional e alguém que morou na costa oste dos Estados Unidos, é quão rápido uma grande variedade de representantes do facebook, desenvolvedores, pessoal de PR, etc. sentiram a necessidade de falar muito rápido. Claro que eles estavam contentes com seus respectivos anúncios mas para uma empresas que é uma potencia no mundo da comunicação fiquei impressionado pela completa incapacidade de ligar para os espectadores do evento.

Tudo isto me fez questionar se há estudos que analise se estamos falando mais rápido, culturalmente e individualmente, do que o passado. Se você asiste filmes ou programas de radio antigos fica evidente que as pessoas falam mais devagar. Existe alguma evidencia empírica (nos ajude) que respalde nossa teoria do dia?

Barulho cultural

Esta semana ficamos muito animados com a capa da revista São Paulo da Folha. Não pelo conteúdo do artigo em si mas por como o gráfico da portada representa tudo o que nós da The Listening Agency buscamos sintetizar: escutar não somente as pessoas, mas também o contexto sócio cultural em que elas estão inseridas e, por conseguinte, entender seus comportamentos. No geral o artigo apresenta a ideia de que vivemos em uma cultura de barulho e aponta que, além de riscos à saúde, isto representa uma mudança na forma em como as pessoas se comportam. Um dos exemplos mais notáveis é o aumento de consumidores buscando janelas anti-ruido. Outra tendencia apontada é a necessidade do uso de legendas para assistir TV para não incomodar com o volumem e, também, para conseguir acompanhar a programação com o barulho das ruas.

O que mais nos interessa é perceber os conflitos sociais que surgem das queixas dos altos níveis de barulho. É fascinante que os dois lugares que recebem mais queixas são bares e igrejas evangélicas. A pergunta é: o que isto diz sobre a cidade de São Paulo e seus habitantes?

Que barulho mais te incomoda da cidade? E, mais importante, que barulho você adora?

Ideias, ou a ausência delas?

Uma coluna de Neal Gabler, do New York Times, publicada no Estadão, começa fazendo afirmações fortes. Segundo o autor, atualmente, estamos vivendo em um mundo onde a "grande ideia" passou para um segundo plano. Ainda, vai alem apresentando que poderíamos estar à caminho de um mundo pós-ideias. Ele argumenta:

"Se nossas ideias parecem menores hoje, não é porque somos mais burros do que nossos antepassados, mas simplesmente porque não ligamos tanto para as ideias quanto eles ligavam. Aliás, estamos vivendo cada vez mais em um mundo pós-ideia - um mundo em que as ideias grandes, as que fazem pensar, que não podem ser instantaneamente monetizadas, têm tão pouco valor intrínseco que menos pessoas as estão gerando e menos canais as estão disseminando, a despeito da internet. As ideias ousadas estão praticamente fora de moda."

É interessante ver como o autor liga esta concepção com o advento de redes sociais e tecnologias da informação. Segundo Neal há uma relação direta entre as quantidades de informação que recebemos e o mundo que ele nomeia de pós-ideia:

"[...] se a informação foi um dia um alimento de ideias, na última década ela se tornou sua concorrente. Estamos como o agricultor que possui trigo demais para fabricar farinha. Somos inundados por tanta informação que não teríamos tempo para processá-la mesmo que o quiséssemos, e a maioria de nós não quer."

Partindo de estas constatações ele acredita que: "Preferimos conhecer a pensar porque o conhecer tem mais valor imediato."

Certamente o artigo levanta questões muito interessantes sobre o impacto das mídias sociais e como, nós, como indivíduos, conseguimos lidar com uma avalanche de informação constante. Contudo, parece que a critica feita por Neal sobre a implicação das mídias sociais no nosso envolvimento politico é muito similar às critica que Kierkegaard fez, na década de 1830, ao tratar da massificação dos jornais.

O outro aspecto que podemos criticar é seu argumento de que há um certo narcisismo exacerbado que resulta do uso de mídias sociais. Ele não apresenta nenhuma prova alem de sua propiá experiencia. Será que realmente acreditamos que as pessoas hoje são menos engajadas do que a 100 anos atras? -- A nossa experiencia com pesquisa indica que sempre foi uma pequena parcela percentual da população que está engajada.

Finalmente o argumento sobre o final das grandes ideias é fascinante. Contudo, o autor falha ao não avaliar criticamente se as ideias grandes são sempre boas para nós. Quantas pessoas foram torturadas, mortas ou sofreram em nome de grandes ideias? Será que não deveríamos celebrar a morte das grandes ideias? Queremos saber o que você acha, deixe seu comentário!

Fonte: A enxurrada de enganosas grandes ideias

Brasil, uma ilha cultural?

Encontramos uma citação muito legal em um livro do Jornalista Inglês, que mora em Buenos Aires, sobre as diferenças dos seus vizinhos da América latina. Ele descreve o Brasil como uma ilha cultural dentro de um continente. Deixamos aqui uma copia da pagina para leitura (esta em inglês)
Até que ponto você acha que o Brasil é similar ou diferente dos outros países vizinhos? Onde ficam evidentes estas diferenças ou similaridades? Boa Leitura!

Brasil, uma boa influência.

Uma pesquisa realizada pela BBC World Service Poll apresentou resultados interessantes sobre a visão que pessoas de outros países têm sobre o Brasil. A pesquisa busca montar o ranking das nações que são vistas como "boas influencias" para o mundo. Segundo a BBC, o numero de pessoas que vêem o Brasil como uma força positiva esta aumentando rapidamente nos últimos anos. O pais é visto positivamente por 49% das pessoas entrevistadas, numero que aumento de 40% na pesquisa do ano passado. Foi o país que mais subiu no ranking se posicionando atrais de Canada, Alemanha e o Reino Unido. Segundo a matéria do site da BBC o pulo no sucesso do Brasil acompanha a transição democrática da presidência de Lula da Silva para Dilma Rousseff e, ainda, a força ganhada pela classe media do país.

A resposta ao Brasil foi predominantemente positiva na maioria dos países pesquisados. Os únicos dois que países que não apresentaram uma visão predominantemente positiva do Brasil foram a Alemanha e a China.

É interessante notar como o Brasil é percebido positivamente pelos países do continente americano e na maioria dos países da Europa ocidental. Para mais informação sobre como a pesquisa foi realizada e quais países foram incluídos basta seguir o link da fonte.

Ainda, gostaríamos de ressaltar que nos interessa pensar como eventos como os que aconteceram em Londres nas ultimas semanas irão afetar os resultados de este tipo de pesquisa e a forma em que enxergamos o Reino Unido. Observamos muitos comentários nas redes sociais sobre como estes eventos afetaram a confiabilidade do país para realizar as olimpíadas. A The Listening Agency realiza quinzenalmente um briefing sobre as olimpíadas de Londres 2012, vale a pena dar uma olhada.

FONTE: Brazil and South Africa more popular - BBC poll

Blackberry e os protestos em Londres

É interessante perceber como hoje, cada vez que falamos sobre eventos sociais, sites como Twitter e Facebook estão na ponta da nossa língua. Não é esquisito que nas manifestações que vimos esta semana em Londres os meios de comunicação tenham apontado que os manifestantes utilizam estes sites de relacionamentos para se comunicar e organizar. Contudo é importante não fazer generalizações: segundo o site TechCrunch e o Jornal The Guardian a ferramenta mais utilizada pelos manifestantes para organizar os protestos é o Blackberry Messenger (BBM). Segundo estas duas fontes o BBM é muito popular entre as faixas etárias de 16 a 24 anos por que permite mandar mensagens por um custo muito baixo. No Reino Unido a Blackberry realiza campanhas constantemente buscando atingir o publico jovem auspiciando shows e outros eventos que interessam a este publico.

Em uma mensagem no perfil do Twitter a empresa se comprometeu a ajudar as autoridades. Resta questionar como esta ajuda vai afetar a marca Blackberry e sua aceitação entre o publico mais jovem. Será que a desconfiança da perda da privacidade terá algum efeito nos números de mercado da Blackberry?

Hoje a policia de Glasgow deteve um jovem por causa de uma mensagem que postou no Facebook sobre as manifestações.

Também é interessante buscar entender como nossa relação com mídias sociais vai mudar agora que a policia esta abertamente monitorando outras redes como o Facebook e Twitter?

Arte na cidade

Não podemos pensar na cidade como uma entidade parada. Ao contrario, ela é um ponto de inflexão onde se encontram os fluxos da arte, do urbanismo, das diferentes classes sociais e mais um sem fim de movimentos. Na revista São Paulo, da Folha, a repórter Juliana Vilas conta como dois jovens grafiteiros tiveram a ideia de transformar as lixeiras de concreto da avenida paulista em obras de arte. Como falaram para a matéria: "A ideia é interagir com o mobiliário da cidade, propondo um novo tipo de linguagem e colocando a arte ao alcance de todos. É bacana ver as pessoas surpresas quando passam e reparam que objetos cinzentos, que sempre estiveram ali, agora estão coloridos, com desenhos bem humorados"

Os artistas pintaram uma das lixeiras para parecer uma caixa de som. Ainda, colocaram dentro desta um radio tocando musica, criando um efeito quase magico no meio do concreto. A caixa de som, nos parece, é uma projeção artística dos sons que a cidade, e por conseguinte seus habitantes, estão querendo externalizar.

Ouvir é preciso.

Sempre alerta...

Algo tão ubíquo e universal quanto dormir pode levantar questões tão fascinantes que falam sobre a nossa forma contemporânea de viver e nosso comportamento. Simon J. Williams, professor da universidade de Warwick, questiona em seu livro The Politics of Sleep como, atualmente, o sono têm se tornado um problema de ordem politica na nossa sociedade. Segundo o autor, em uma era em que o tempo é escasso, o sono passa a ser alvo de questionamentos: Será que devemos diminuir o tempo na cama para maximizar o tempo acordados? como medimos a qualidade do nosso sono? como a industria farmacêutica lucra e lida com um consumidor que necessita cada vez mais de remédios para dormir e/ou ficar acordado?

O autor vai além e apresenta que o sono é um problema de estudo complexo que vai desde as salas de aula até os laboratórios de estudo do sono. E, ainda, apresenta que militarmente o sono também é questionado; um soldado que dorme menos é um soldado com mais horas de batalha. Parece que, de alguma forma, o estado de vigília é ao mesmo tempo bom e ruim, ou seja, uma qualidade politica ambivalente.

Pensando nas questões levantadas pelo livro, nós da Listening Agency gostaríamos de saber: Como anda o seu sono?