Entrevista com Fábio Porchat do Porta dos Fundos

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Em breve lançaremos o White Paper, um documento que fala sobre o Brasil Digital. Entre os formadores de opinião que estamos conversando, gostaríamos de compartilhar com vocês a entrevista com o Fábio Porchat que faz parte do grande viral da internet Porta dos Fundos.

The Listening Agency: Por que trabalhar com o humor ficou tão perigoso no Brasil? Por exemplo, dá processos, indenização e polêmica. O que está errado é o ofício dos humoristas que a vocação é fazer rir ou a cultura do politicamente correto que tenta higienizar o deboche e a ironia de todas as partes, inclusive dos programas humorísticos?

Porchat: Na verdade vou discordar pouco da sua pergunta, eu não acho que está perigoso fazer humor no Brasil. Tem três exemplos de comediantes que deram problema e cem exemplos de comediantes que não deram, eu por exemplo nunca tive problema, nem o Leandro Hassum e muito menos o Lúcio Mauro Filho. Na verdade a gente pega uma ou duas pessoas que polemizaram com o assunto e que deram algum problema. Às vezes por conta delas ou por não, acabamos generalizando por esse lado porque é mais legal pegar uma coisa que gera uma polêmica do que dizer que estar tudo normal. Então fazer piada no Brasil é fácil no sentido de que é um povo pré-disposto a rir, é um povo que adora rir, adora brincar e que é um povo muito piadista. Tem um politicamente correto acontecendo mas por conta de estarmos vivendo um momento tão bom de aceitação, de evitar preconceitos, racismos e homofobia do que qualquer outra coisa.  Acredito que é por conta de nós não sabermos lidar com a situação. Tenho a teoria de que quando o bobo da corte faz a piada ele está rindo da cara do rei e todo mundo está rindo junto, inclusive o rei. Quando o rei manda matar o bobo da corte a culpa não é do rei, o rei é um borsal. A culpa é do bobo da corte que errou e fez o rei perceber que aquilo era uma piada. Os humoristas tem que saber fazer a piada, rir do outro, rir de si e fazer todo mundo rir junto. Se eu tivesse que escolher alguém para representar o humor no Brasil, eu não escolheria nenhum desses polêmicos... Eu com certeza escolheria o Adnet, o Hassum, o Gregorio Duvivier, o Marcos Veras, o Médici que são pessoas ótimas, hilárias e que nunca deram problema.

TLA: Você discorda do que o José Simão disse que o Brasil é o país da piada pronta?

Porchat: Não. O Brasil é o país da piada pronta por uma série de outros motivos por conta dos políticos, das placas que a gente vê pelo Brasil e do brasileiro ser bem humorado, acho que é por conta disso. O Brasil é o país da piada pronta com certeza, quando você tem Feliciano no cargo dos direitos humanos e o Genuíno no cargo da justiça. Mas não é só no Brasil não, é no mundo todo. Também tem um pouco isso... "Ah no Brasil é difícil fazer piada". Lá fora também é a mesma coisa, durante aquele tsunami no Japão um comediante americano super famoso fez uma piada e perdeu o contrato que ele tinha com a Volkswagen. 

TLA: Como você imagina que esse tipo de humor – o que você faz e os outros comediantes que você citou aqui no Brasil também fazem– são vistos lá fora? É claro que por exemplo em Londres, os londrinos não entendam o mesmo tipo de piada até pela cultura ser diferente. Mas como você acha que é visto este tipo de humor lá fora?

Porchat: Eu acho que as pessoas lá fora nem olham para o Brasil com esses olhos de humor, nem sabem que está acontecendo algo desse gênero aqui no Brasil. É mais nós nos inspirarmos no que está acontecendo lá fora. O que eu tenho sentido muito com o Porta Dos Fundos é que os portugueses estão dando uma resposta muito legal ao nosso site. Nós estamos em canal português e eu já dei entrevistas para jornais portugueses. É um 'lá fora' olhando para o Brasil, só que Portugal é um país irmão (não sei se isso de país irmão existe – mas é uma língua semelhante que facilita muito). O português é uma língua que está “condenada” a dois países e é claro que embora Angola e Moçambique falem português também, os principais são Brasil e Portugal. O restante do mundo está falando inglês ou espanhol e por conta disso acho que o pessoal lá fora não olha para o Brasil com essa coisa de humor ou comédia e nem se inspiram aqui. Talvez é até uma boa pergunta para fazer com o pessoal lá.

TLA: Você analisa essa reversão lógica do marketing que vocês instituíram no Porta Dos Fundos?

Porchat: Isso foi uma coisa muito engraçada! Quando fizemos o primeiro vídeo do Spoleto, falamos: “Bom seja o que Deus quiser!”  Não mencionamos o nome do Spoleto e nem gravamos dentro do Spoleto, então pensamos que não tinha como dar problema porque não estávamos usando a marca deles. Eles é que foram muito inteligentes e souberam usar, abrindo as portas para outras empresas perceberem que o legal é exatamente isso. É discaretar, porque a TV já é muito careta, os merchandisings da televisão são muito caretas. A internet é outra mídia completamente diferente e que temos total liberdade. Por que não ter também essa liberdade com as empresas? Elas podem criar e brincar com isso. Acho que o Spoleto percebeu muito claramente e se utilizou muito bem disso, virou um case de marketing do ano. O case de história de marca da internet no Brasil, não sou quem está dizendo isso... Saiu na Exame, na Negócios e em outras revistas. Eles acabaram contratando a gente e fizeram com que o vídeo se chamasse Spoleto e nos solicitaram para fazer mais dois vídeos. À partir do Spoleto várias empresas começaram a usar este recurso à favor delas, como a Coca-Cola, a Fiat, o Bis que lançou um vídeo e a Kuat que irá lançar agora. Então as empresas foram sacando que o legal é se sacanear mesmo, é rir da gente mesmo.

TLA: Qual é a relação com as empresas que você critica? Porque você já chegou a fazer críticas no Porta Dos Fundos sobre outras empresas, como é isto? Alguém já chegou a ligar ou reclamar com vocês?

Porchat: Na verdade eu só crítico aquilo que eu uso. Eu não vou criticar a Claro porque eu não tenho Claro e nem sei como funciona. Eu tinha Tim então eu sabia que a minha vida era um inferno com a Tim. Eu tomo Coca zero e odeio a NET, ambos que eu já sabia como funcionavam. É a brincadeira com aquilo que eu uso e não uma crítica assim: “Ah esse produto é uma merda!” Não, não é isso... É brincando com o serviço, com que acontece por trás do produto e não pegando a marca e 'escrotizando' ela. É o serviço que é oferecido por trás da marca e mostrando deficiências por trás disso, coisas que todo mundo também reclama. Se não o vídeo do ‘Estaremos fazendo o cancelamento’ não tinha 8 milhões de visualizações, entendeu?

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TLA: Tocar em assuntos sensíveis é algo que pode ser alvo de críticas? Qual é o limite do humor?

Porchat: Com certeza tocar em assuntos sensíveis vai virar alvo de críticas porque é impossível agradar todo mundo. Falar de religião, de racismo ou alguma coisa nesse sentido é delicado. As pessoas ficam meio: "Que lugar é esse?". Nós fizemos alguns vídeos brincando com a Bíblia, com a Ku Klux Klan, com o racismo do Saci, com Moisés, Noé e não tivemos problemas com nenhum. Eu acho que é difícil dizer qual é o limite porque não existe um limite no humor. Acredito que existe um humor e existe para qual público você está falando. Se for uma plateia só de judeus e eu fizer uma piada de judeus talvez eles não achem graça. Se eu tiver em uma plateia só com gordos e fizer piada sobre gordos, eles também não vão achar graça. Nós temos que entender para quem estamos fazendo essa piada. Se é em TV aberta, na internet, TV fechada ou cinema, tudo isso varia e modifica. Porém acho que podemos fazer piada com tudo e que tudo é sujeito a piada. É bom quando podemos fazer uma piada com racismo, de poder rir de uma coisa e aprender com aquilo, poder ver e perceber até onde o meu lado preconceituoso está indo. É legal você poder pegar um assunto e brincar em cima dele. Nós no Porta Dos Fundos somos cinco cabeças pensantes em uma reunião de roteiro, acho difícil um assunto ou algum texto que seja muito agressivo passar desapercebido por cinco pessoas. Talvez seja esse o nosso segredo de nunca termos nenhum problema, porque são cinco pessoas que opinam. Só aprovamos um texto quando quatro pessoas querem, quando é quatro contra um ainda aprovamos. Se é três contra dois o texto não é aprovado porque tem alguma coisa que não está batendo para duas pessoas. Mas não é assim: “Puts as pessoas vão se ofender”.  É não está engraçado. Está engraçado? Tá, então vamos fazer. Se não estiver engraçado pode ser pedofilia ou um casal que se amam que não iremos fazer.

TLA: Falando um pouco de cinema, a aceitação do próprio brasileiro com o cinema nacional é complicada. Você que participa desse mercado cinematográfico o que você achou?  Acha que teve alguma mudança? O que achou da recente experiência no filme Vai que dá certo?

Porchat: Eu adoro fazer cinema. Eu já fiz alguns filmes, lancei dois e vou lançar mais dois esse ano e mais um ano que vem. Enfim, é muito legal cinema e eu acho que a comédia está fazendo uma coisa que é transformar filme nacional em filme. Está começando a descatalogar essa coisa de comédia romance filme nacional. Agora as comédias são postas em comédias, o Ben Affleck, o Adam Sandler e o Bruno Mazzeo ocupam o mesmo lugar na minha prateleira. As comédias estão fazendo isso com os filmes. No Brasil existe muito preconceito com o filme nacional porque as pessoas acham muito ruim, não sei se é por ser dublado, eu não sei dizer exatamente porque acontece isso, os filmes são ótimos. Claro que tem filmes horríveis mas tem péssimos filmes americanos também. Filme brasileiro você vai assistir e fala: “que merda, nunca mais vou ver um filme nacional”. Filme americano você fala: “que merda, vamos voltar semana que vem?”, tem um certo encantamento que perdoa os caras lá e aqui quer tem que ser o melhor do mundo. Eu estava reassistindo outro dia Se Beber Não Case que é ótimo e eu adorei. Porém, reassistindo comecei a perceber que é um pouco longo. Mas não é por isso que eu vou desistir de ver comédias americanas para sempre. Eu adorei o filme, tem algumas questões e é a mesma coisa que ocorre com os daqui. Se você vai assistir um filme como o Se Eu Fosse Você que tem questões e coisas que eu não gostei tanto, mas achei o filme super legal. Porém o brasileiro cobra muito. Eu fui ver o Divã no cinema e tem uma cena que a Lilian Cabral chega no hospital para visitar a Alexandra Richter e para e acha uma vaga na frente do hospital. O cinema parou e fez assim: “Ah tá! Achou uma vaga...” Nos Estados Unidos o cara mata um monstro e ninguém fala nada, aqui a mulher achou uma vaga e o cinema descreditou o filme. Tem um pouco isso mas acho que está mudando, que a cultura de cinema nacional está modificando as pessoas.

TLA: Você citou alguns humoristas brasileiros que você gosta e você está em um patamar talvez igual ou maior que eles. Você tem a noção de refletir em outros humoristas talvez fora do Brasil?  

Porchat: Lá fora não. O que eu sei é que brasileiros lá fora assistem muito Porta Dos Fundos porque temos os dados. Eu viajei agora e as pessoas vem falar comigo, eu estava na em Veneza e um cara falou: “Pai, pai olha aquele menino dos vídeos que a gente estava vendo no trem!” Então é uma coisa mundial realmente, a pessoa pode estar em qualquer país e baixar o nosso aplicativo. Mas tirando os portugueses que vieram falar conosco e até me chamaram para participar de um festival de humor em Portugal, eu acho que o resto do mundo nem sabem que nós existimos. Embora na semana passada onde nós nos tornamos o maior canal de humor do mundo. Por mês nós temos 50 milhões de visualizações e não sei quanto milhões de inscritos. Vira uma coisa muito louca. Nesse sentido eu acho que é forte, o Google internacional e o Youtube internacional sabem quem nós somos. Agora os comediantes lá fora eu não sei, não faço a menor ideia. Eu sei que eu me inspiro muito nos ingleses como o Richard Briers, Monty Python e Eddie Izzard que são comediantes que eu gosto e assisto muito. O humor inglês é muito ácido ele é do escrotão. Eu acho o Monty Python que são os deuses eternos e duram até hoje... O humor envelhece, daqui a cinco anos você vai ver e falar: “Nossa eu ria disso, que loucura!” O Monty Python tem 40 anos e se você assiste você fala: “Que gente doida! Como é que eles fazem isso?” Ainda é doido e para ser doido é porque a gente ainda não chegou lá neles.

Ouvidos do Brasil

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Inspirado por um projeto que estamos pesquisando sobre a ascensão e impacto das tecnologias digitais e mídias sociais no Brasil estamos interessados em descobrir o seguinte...


39% das relações globais no Twitter envolvem alguém que segue os tweets de uma pessoa na mesma região metropolitana, por exemplo em São Paulo, mais de 78% dos relacionamentos são locais. Tais dados aparecem em estudos que mostram que, embora a mídia não esteja mais limitada por limites físicos, e que o lugar mais fácil para obter informações de outras pessoas são as mídias sociais. Os problemas só aparecem quando:

1. Quando nos escrevemos em uma nova rede, somos empurrados a nos conectar com pessoas que já conhecemos...

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2. A facilidade com que podemos clicar no botão de deletar amigo, quando discordamos de algo é muito fácil. Tais fenômenos levam Ethan Zuckerman, do MIT a escrever recentemente: “Maior conexão digital não leva automaticamente a uma maior compreensão”. Com isso em mente e com o espírito de “somente conectar pessoas” decidimos criar um experimento no Twitte, o “Ouvidos do Brasil".  Criamos uma conta no Twitter específica em que não vão nos obrigar a  seguir as pessoas que conhecemos, mas seguir uma seleção de usuários brasileiros do Twitter que representem a população brasileira em termos de características demográficas, mas também os comportamentos  de um perfil brasileiro.
Novas novidades sobre este projetos, estão por vir...  

A América Latina é de todos nós

Nesta última semana aconteceu em Porto Alegre a terceira edição do festival “El Mapa de Todos”, um projeto voltado para a integração ibero-americana na área da música e da cultura digital.

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O festival que aconteceu em Porto Alegre, sede do Forúm Social Mundial, da Bienal do MERCOSUL e ponto de conexão entre o Brasil, Argentina, Uruguai e o conjunto da América do Sul. Capital dos gaúchos “do Sul,  do Brasil e do Mundo”, Porto Alegre tem uma forte identidade com a cultura rock, que traduz em suas letras o cotidiano e os costumes da cidade.

O evento que foi realizado em três dias, a cada dia trazia atrações nacionais e internacionais. O que torna o evento ainda mais grandioso nesta terceira edição é que o festival está se consolidando como o principal evento desse tipo no Brasil.

Que o Brasil está crescendo nos não temos dúvidas, é possível ver de perto a tamanha força que o nosso país possui. E que com a ajuda de seus países vizinhos, mostra um país cada vez mais cultural e unido. Fernando Correa do Segundo Caderno no Jornal Zero Hora, mencionou em sua matéria: “No encontro transcontinental, revelou-se força da cena local, tantas vezes desacreditada”.

Assistindo de perto, todos os dias e atrações do festival, que contou também com um seminário realizado na Casa de Cultura Mário Quintana sobre a Reintegração Cultural, só se tem a concluir o quanto o Brasil é um mix de culturas e países, e é bom ver eventos como este que lembram que países como Argentina e Uruguai fazem parte de nós.

The Listening Agency, The Guardian and Open Journalism

Although we have been in existence and working with some fantastic clients both here in Brazil and in the UK and US for some time now. We have never actually officially done anything to announce our presence here in Brazil. With that in mind, and to launch our new 'Listening Content' channel we are pleased to announce that we will be bring Piers Jones from the Guardian newspaper to Brazil to discuss the newspapers 'Open Journalism' policy, the implications and learnings from the first 6 months of the Facebook application, the first of its kind. Whilst we think that there is a great opportunity for shared learnings between the UK and Brazilian media in the field of social media, the importance and role of 'Listening' in the emerging information and opinion landscape is emphasized below in the interview with the Guardian's Catherine Shoard, discussing Open Journalism in the arts. We will be back with more information about Pier's visit to Brazil soon.

And just in case you haven't seen the 3 Little Pigs Open Journalism advert which is currently on air in the UK you can take a look here:

Happy Bithday São Paulo - plant something today!

As the clock ticks down to the 458th anniversary of Sao Paulo, im fully expecting to wake up to newspapers full of the annual think-pieces on the future of the South American megalopolis. The conquests and the battles ahead for this city of 13 million residents. As one of them im counter to the daily complaints about the cities lack of charm and community spirit and all round culture of fear and inhumanity in perhaps the most cordial society on the planet. One of the most striking features of the city for anyone crazy, foreign or poor enough to be a regular pedestrian in the city is just how little we as its residents seem to interact with our physical surroundings and prefer to allow them to confine and control us. In it against such a backdrop that any ideas for possible change, however small seems mighty attractive. There are a couple of other additional components to the backdrop of this birthday post for São Paulo. One being two or three articles I have recently read about the growing problem of obescity in Brazil. My wife informed me earlier this evening that she had heard a radio report in which the Brazilian army reported that soldiers reporting for their national service have DOUBLE the average body weight of their father’s generation. The second factor is that of food security. It is possible that today was the first time I had seen the issue raised in the Brazilian media but flicking through a recent copy of the ESPM magazine I stumbled upon a quote from an eminent Brazilian diplomat who saw this as one of the two most pressing issues for Brazil in the next two decades. And then of course there is the much bigger cultural frame of reference which must be considered. Here in Brazil with our current economic climate, we are subject to a ongoing stream of media images and stories about the ongoing rise of our emerging consumer classes who are for the most part portrayed as PASSIVE, status fuelled, undereducated, materialists. While outside of Brazil there are ever increasing signs of a new consumer dynamic which fuelled by social media technologies and a desire to reconnect is creating a host of more collaborative consumption models as the idealism and hunger for action of Millenials is evident not only in the Occupy movement but also in the countless social business enterprises springing up around the world which seek to promote a more ACTIVE consumer model. Just as optimistic Brazilians seek to claim their moment in the sun as yet another international magazine discovers the Brazilian success story one has to ask if Brazil hasn’t missed the train once again. Isolationist Brazil once again it seems might be doomed to be left behind again as societies and economic models elsewhere move on, much as happened post slavery and again pre-BRIC.

So, it is against this backdrop that I wish to give to the city of São Paulo a small gift – a simple internet link to a site for a community food programme small village on the borders of Lancashire and Yorkshire. The Todmorden ‘Incredible Edible’ scheme started out with a very simple premise and one which the simple thought of introducing to São Paulo makes me question my sanity. It is one of a number of new food related consumer models featured in the BBC Radio Food Programme which you can listen to here. In simple terms my fellow Paulistanos we need to reclaim the city by planting food. Everywhere. Reclaiming all those dirty, urine stained underpasses and scruffy cracked pavements to plant food. Simple as that. Plant the food and let it grow and then somebody, potentially your neighbour will come along and eat it. The scheme has seen a wide range of social effects not only in terms of training and educating people but also create a sense of community both via the schemes online and offline activities. The scheme has also started to gain international recognition as a possible model for urban planning on a human scale.

By the way I have already closed my ears to all those screams of “Gringo…that could never happen here… you don’t understand how this country works”. Believe me I have been to Todmorden and if it can work there it can work here. Im not saying we can reduce obescity or reclaim cracolandia but what if? What if people actually started to take a little notice of their neighbourhood and planted something which they and their neighbours could eat. What if they actually spoke to their neighbours. So the next time you are wondering through Bom Retiro and come across a small patch of Basilico or some tomatoes on the vine – help yourself!

Social TV

Em 2010 a TV Social foi definida pelo MIT Technology Review como uma das dez tecnologias emergentes mais importantes. Ynon Kreiz, CEO do grupo Endemol, a maior produtora independente de conteúdo do mundo, afirma que “a capacidade de criar conteúdo, que permitirá às pessoas interagirem mutuamente, para conectar, recomendar, partilhar e experimentar televisão, vai mudar a paisagem da indústria."No dia 22 de novembro, terça-feira, você está convidado para uma discussão sobre o tema “TV Social – A integração entre a TV Aberta, Redes Sociais e Mobilidade” com a participação de Tim Lucas (The Listening Agency), Roberto Messias, Secretário de Comunicação Integrada da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Gustavo Gaion, VP de Mídia da Y&R, Jairo Soares, VP de mídia, co-fundador e sócio da PeraltaStrawberryfrog, mediados por Sérgio Lopes, Vice Presidente Comercial do Canal Esporte Interativo.

Respostas na palma da mão

O acesso à internet nos smartphones transformou o aparelho celular em um objeto de uso intransferível hoje em dia. E graças aos novos mecanismos de pesquisa, nem é preciso digitar nada.

VOZ: o aplicativo do Google para celulares - Iphone e smartphones com sistema operacional Android - permite buscas por comando de voz. Basta clicar no microfone ao lado da caixa de pesquisa e enunciar o que deseja encontrar. O site pode ainda valer-se do GPS do aparelho para realizar buscas associadas à localização do usuário.

FOTOGRAFIA: para obter informações sobre um ponto turístico ou uma placa escrita em idioma desconhecido, o usuário tira uma foto do objeto de interesse com o próprio celular e faz pesquisa por imagem. Na primeira situação, o site pode listar links com conteúdo sobre o local e, na segunda, traduzir o texto.

Agora não se tem mais desculpas para estar perdido. Essa tecnologia não torna tudo mais fácil? Você utilizaria estes recursos?

Plataforma do videogame Nintendo Wii poderia ajudar vítimas de derrame

O que antes era motivo de preocupação em como se cuidar mediante uma doença, hoje se tornou muito mais fácil. WEHAB é uma nova plataforma da Universidade de Notre Dame, que promete transformar Nintendo tecnologia de jogos em uma ferramenta de recuperação personalizáveis em casa. Em última análise, a Notre Dame equipe espera adaptar o sistema para uso independente em casa também. Nesse cenário, o WEHAB fica conectado a TV do paciente, onde ele também se conecta à internet. Então, o paciente pode realizar a terapia equilíbrio como o terapeuta observa virtualmente e oferece feedback via vídeo chat. Ambos os pacientes e terapeutas podem ver os dados, resultando em tempo real, e "terapia dever de casa" pode ser atribuído, com resultados compartilhados automaticamente a cada dia. Um trabalho acadêmico no site de Notre Dame, explica a premissa em mais detalhe, Veja o video clicando aqui.

Você utilizaria de uma tecnologia desta para ajudar na recuperação de alguma doença? Será que é realmente possível?

Cresce o número de mulheres que jogam pelo celular

Segundo a reportagem da pesquisadora Sophia Mind mostra que houve um aumento de 15% das mulheres que jogam pelo celular.Em geral os jogos são uma forma de passatempo para as mulheres que aguardam algum tipo de atendimento. Na pesquisa pode-se observar como houve um aumento desde 2009. Onde as mulheres raramente utilizavam os jogos de celular. Outros tipos de jogos que não ficam atrás são os pela internet. Quem diria que as mulheres passariam tanto tempo jogando em frente ao computador adquirindo cada vez mais a tecnologia. Os percentuais ficaram de (69%) das que jogam pela internet. Sendo eles a maioria em redes sociais, com: (17%) Mini Fazenda; (16%) City Ville e (8%) Farm Ville . Excluindo as redes sociais, 47% responderam que utilizam games online como Buraco, Mario, Majong e Booble Shute. A quantidade de mulheres que jogam pela internet aumentou em 13% nos últimos dois anos. Entrevistei duas mulheres para saber como elas lidam também sobre isso. Fabiana Davino, 18 anos disse: "Eu costumo jogar pelo celular quase sempre, na maioria das vezes quando eu não tenho algo para fazer. Gosto de jogar Sudoku e outro de Labirinto que já vieram no meu celular. Quando vou baixar algum jogo, tem um site próprio da marca do meu celular que tem milhares de jogos para baixar. E no Baixaki também tem várias opções. Eu sempre joguei muito pelo celular, mas hoje em dia com mais obrigações não sobra tanto tempo para jogar"

Já a Marina Ferreira, 26 anos disse: "Nunca gostei muito de jogos pelo celular - na verdade nem pela internet fui muito fã - Mas depois que comecei a jogar os do facebook confesso que fiquei um pouco viciada. Eu não tinha muita paciência para ficar jogando, mas o legal do facebook é que você pode interagir com os outros usuários que também são seus amigos. É difícil as vezes deixar o trabalho de lado para sair do The Sims ou do Farm Ville. Porém esses são os únicos que jogo. Se fosse para baixar ou comprar, creio que nem me interessaria" Quando li sobre esta pesquisa, percebi o quanto os jogos estão inseridos no nosso cotidiano e vi que baixei mais de 5 jogos no meu celular (pelo BlackBerry app) só nesta semana. Entre eles estão: The Sims 3, Bubble Barker, Magic Sushi e o famoso Snake que é o jogo da cobrinha. Eu não jogo com muita frequência, mas quando vejo que aquela fila do médico, do banco, do mercado vai demorar é hora de pegar o celular na mão.

Na sua opinião como mulher ou homem, acha que as mulheres estão roubando mais a cena dos homens em questão dos jogos? Será que realmente as mulheres estão ficando viciadas em jogar?

Filhos de Steve

Temos por costume em este blog deixar de lado as emoções pessoais para tratar de noticias e tendencias sem fazer juízos de valor sobre elas. Fazemos isto para poder apresentar as informações da maneira mais direta e deixando que as vozes dos leitores sejam as mais importantes. Estamos interessados em ouvir vocês. Contudo, hoje queremos incluir a parte pessoal e juntá-la com algumas ideias embrionarias sobre o legado de Steve Jobs para o mundo da tecnologia, dos negócios e, mais importante, o cotidiano. Ontem, 24 de agosto de 2011, Steve Jobs deixou o cargo de CEO da Apple, empresa que ajudou a fundar na garagem dos pais. Assim que a carta de demissão se fez publica, as redes sociais passaram a ser um contante fluxo de informações e especulações sobre os motivos da saída de Jobs do cargo. As nossas timelines ficaram cheias de mensagens de pessoas lamentando a saída, preocupadas com o futuro da Apple e, claro, uma que outra piada sobre o assunto.

O comentário mais acertado é o de Seth Godin que compara a saída de Jobs com a sensação que um grande torcedor de esportes sente quando aquele jogador estrela sai do time ou decide se aposentar. De alguma forma os usuários da Apple são parte de um time. Participam de conferencias para compartilhar dicas sobre como tirar o maior proveito do Mac, iPhone ou iPods. Compram roupas para mostrar o orgulho de poder dizer I'm a Mac e evangelizam amigos e familiares sobre a superioridade da plataforma. Seja você um destes sujeitos ou não, certamente você conhece alguém próximo que se encaixa nestas descrições.

É de Godin, também, o insight de que o mundo dos negócios não costumava ser pessoal, agora o é. Computadores não costumavam nos fazer rir, agora o fazem. Como consumidores não costumávamos nos importar se um CEO fazia uma decisão ou outra. O culto às celebridades deixou de ser algo exclusivo do mundo das estrelas e atingiu o circulo dos CEO's. Certamente este é um dos maiores legados que Steve nos deixa: juntar o mundo dos negócios com a arte e uma cultura corporativa que gera usuários apaixonados. Um modo de pensar diferenciado que faz com que os consumidores da Apple tenham crescido constantemente.

Obrigado Steve, te desejamos muito mais do que sorte.

Blackberry e os protestos em Londres

É interessante perceber como hoje, cada vez que falamos sobre eventos sociais, sites como Twitter e Facebook estão na ponta da nossa língua. Não é esquisito que nas manifestações que vimos esta semana em Londres os meios de comunicação tenham apontado que os manifestantes utilizam estes sites de relacionamentos para se comunicar e organizar. Contudo é importante não fazer generalizações: segundo o site TechCrunch e o Jornal The Guardian a ferramenta mais utilizada pelos manifestantes para organizar os protestos é o Blackberry Messenger (BBM). Segundo estas duas fontes o BBM é muito popular entre as faixas etárias de 16 a 24 anos por que permite mandar mensagens por um custo muito baixo. No Reino Unido a Blackberry realiza campanhas constantemente buscando atingir o publico jovem auspiciando shows e outros eventos que interessam a este publico.

Em uma mensagem no perfil do Twitter a empresa se comprometeu a ajudar as autoridades. Resta questionar como esta ajuda vai afetar a marca Blackberry e sua aceitação entre o publico mais jovem. Será que a desconfiança da perda da privacidade terá algum efeito nos números de mercado da Blackberry?

Hoje a policia de Glasgow deteve um jovem por causa de uma mensagem que postou no Facebook sobre as manifestações.

Também é interessante buscar entender como nossa relação com mídias sociais vai mudar agora que a policia esta abertamente monitorando outras redes como o Facebook e Twitter?

Arte de rua... e de banheiro.

Estamos sempre de olho em projetos que busquem organizar a informação que circula dia a dia em nos nossos cotidianos. Em qualquer caminhada pelas cidades brasileiras é possível avistar diversas manifestações visuais como pixasoes e grafittes. Um projeto muito legal da Red Bull permite categorizar a arte de rua para que outras pessoas possam aprecia-las em uma galeria virtual. A junção de uma ferramenta como o google maps (e street view) com a edição do internauta deu lugar a uma plataforma onde curadores amadores podem estender os limites do que entendemos como arte.

A medida que digitalizamos a cidade expressamos que parte delas nos agradam ou incomodam. O dialogo do digital com o "analógico" é um de mão dupla. Ao mesmo tempo em que mapeamos as cidades construímos um imaginário do que queremos que a cidade signifique. Por este motivo é importante observar em detalhe e qualitativamente os espaços virtuais e reais em conjunto, pensando-os apenas como um.

Deixamos também um link para um projeto de um dos nossos colaboradores que busca registrar recados escritos em portas de banheiros: recadosdebanheiro.tumblr.com/ . Caso você conheça algum outro projeto que busque digitalizar e organizar o cotidiano nos conte nos comentários!

The More you Ignore your Customers (the closer they get?)

For full effect.. this post should be read whilst listening to Morrisey singing 'The more you ignore me, the closer I get'

The More You Ignore Me...

The recent case from Brasil of the Brastemp customer who created his own one man social media campaign against the company for their poor level of service and the length of time he was left waiting for the company to resolve a problem with a product is just one of many examples from across the globe of where irate consumers are turning to social media to take their complaints.

Enough has been written about the Brastemp example and the phenomena by which mobs turn social media into their primary route for exacting revenge on unsympathetic companies. Little has been written however abut just why we are hardwried as consumers to sense such strong resntment when we feel ignored. However, a new piece of research from the USA may just help to explain why consumers turn to such extreme measures.

Given that recent research from Deloitte here in Brasil shows that one of the great problems faced by brands is not only making consumers feel wanted online it may also serve as a warning to brands about the potential implications of what happens when consumers feel that no-one is listening to them.

Professor Kip Williams has conducted a range of experiments at the psychology lab at Purdue University, focused on measuring aggressive behaviour which ostracism can stir up in someone given the silent treatment. Speaking on the BBC Radio programme, ‘All in the Mind’ he discusses why as social creatures our brains are wired to sense rejection and being ignored. The experiments also shows that even when people feel rejected or ignored by computer generated communications (in tests which involve game playing), they still demonstrate high levels of resentment. It can trigger very deep, low-level and primitive response -  we don’t thnk too much – we just care and we react. Interestingly our first reaction may be to raise our antenna and seek to please the individual or organisation which is ignoring us - however with continued exclusion or rejection this tends to quickly lead to a loss of self esteem, and a lack of control.

This is explained by the fact that as social beings we have evolved through feeling part of social communications networks and connected to other people – and thus when these connections break down – naturally enough – we respond.

There are other social animals who may even die when they are ignored. For humans this response is less extreme but this sense of lack of control can become aggressive. In one of the experiments, people who have been ostracized or ignored are allowed to add hot chilli sauce to food of the person who has excluded them. The victims on average add 5 times more hot sauce than in normal situations.

All of this should be taken on-board by companies as they increasingly seek to be part of on-going communications and engagement building with consumers in social media. It’s all fine and good to try and start relationship building with people, but what happens if you can’t maintain that relationship and people feel excluded or ignored. Sure for most they will just ignore you back, but not all. Recent research from Deloitte here in Brasil highlighted this dilemna. The survey conducted with over 300 companies shows that social media is being far more as a media of publication than for maintaining ongoing communications with consumers.  Success in social media is at present more likely to be evaluated in terms of number of users and recommendations as opposed to considering the level of satisfaction with ongoing communications. Discussions with students at my FAAP course have also highlighted the fact that one of the greatest complaints we have as consumers is when companies establish channels of communication but fail to respond. This is also born out by a study of participants at Campus Party in 2011 where one of the most constitent criticisms of Brazilian brands in social media is the slow or non-existent response to customer complaints.

The moral of the story... listen to more Morrisey if you really want to understand how to manage your customer relations. And if you want to start a conversation with your consumers... try not to ignore them.

Listening is not Easy!

Today I had the great pleasure to participate in the event hosted by UOL, o Poder Digital. Did you go? If the answer is yes, I would love to know how you got to the event and how you got back to your office afterwards. My reason for asking is related to some of the themes I tried to speak about / would like to have discussed more during the event… about LISTENING.

You will probably hate me for what I want to say and think I’m being self righteous and yes maybe I am a little … but I wonder how many people returned from the event using public transport. I took the train from close the event to Pinheiros and then the Metro to Santa Cecilia to get back to my office.

Much of the discussion at the event focused on the possibility for conversations and for the social classes, that have for many years lived in separate spheres here in Brasil, to better interact and understand each other.  Digital media allows us ever greater access to be able to ‘listen in’ and observe the conversations of others. But when I talk about listening it’s an active not a passive listening – listening is also about participating and observing and wanting to try and understand. When I take public transport here in São Paulo – something which I almost always try to do whenever possible – its not about feeling self righteous about saving the planet its about wanting to be part of this great city and to interact with my fellow Brazilians (if my visa ever arrives – only 5 years of waiting) and to be part of a public discourse.

Its easy to consider the great transformations in media when we consider the opportunities for coming together as a society but lets not neglect the opportunities offline. With all the discussions of infrastructural investment in Brasil because of the Olympics and Copa are we overlooking other changes in the physical environment (such as the new Metro lines) which could open up greater opportunities for social mixing.

Listening isn’t easy – it’s not as simple as paying for someone to monitor the number of times your brand is tweeted about – its an investment. I took an extra 20 minutes to return to the office in comparison to my early morning journey to Santa Amaro via taxi (shame on me). But this time for observing and listening is priceless to me. How else would I have encountered the family with their 7 week old baby on the train going to the medical centre on the other side of the city. Where else would I see the man wearing a Polo-Shirt with the word ‘Hampshire’ written across it and asked myself when will this craze for polo shirts with the names of English cricket teams come to an end? Or have observed that women tend to use their headphone attachments of their phones in just one ear whilst men use in both ears – is this a question of spatial conscienceness, security and ownership in public space.

I think it is wrong to expect that research will deliver is Meta-Insights that will lead to instant success. Its hard work and it’s the combination of Micro-Insights that we get from our time in public space which can be as important as those ethnographic field trips.  It may seem like hard work to make that decision to invest those 20 minutes (now im just being smug) but every time we do not choose to encounter the people with whom we share the city – let’s just remember that we are making a conscious decision not to do so.

Finally if I hadn’t walked to the station I would not have seen this great example of social communications – yes im of a generation for whom graffiti was not commercial street art but walls were actually made of cement and perfect for such forms of self-expression.

Twitter Accents - você tem?

A new piece of research undertaken by academics in the USA has identified the phenomenon of regional accents in the way we Tweet. The study is great, not just because serious measured research of Twitter behaviour is extremely limited but also because it throws up some interesting broader questions about the interaction between communications on and offline. TWR undertook a massive project of twitter monitoring during the World Cup reading hundreds of thousands of Tweets in Portugues. One of the most interesting things about undertaking the project was observing the different language uses amongst different ages and between men and women as well as the different regional accents and use of specific words depending on region. So we firmly believe that the processes identified in the USA have relevance here in Brasil too. How about you and your own tweeting - do you observe differences amongst your friends and followers? Lets us know here or tweet us ...