Fotógrafo Revela Suas Memórias dos Anos 80 em Imagens Poderosas

A onipresença de câmeras fotográficas e fotografias propriamente na vida contemporânea tornou praticamente impossível que as imagens possam servir como registros honestos e espontâneos entre pessoas.

Vivemos hoje em perpétuo sobreaviso, sempre prontos para uma foto por vir – ou avaliando e editando a foto que passou. Tal espontaneidade provavelmente desapareceu lá pelos anos 1990 – e, em parte, é por isso que o trabalho do fotógrafo Billy Howard é tão referente à década de 1980, um último período em que as fotos eram ainda algo extraordinário e especial.

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Com isso, ao longo dessa época sua câmera e seu talento foram sua porta de entrada para um universo de difícil acesso, que Howard transformou em matéria prima de seu trabalho: as margens da sociedade no sul dos EUA ou, como ele próprio diz, “as pessoas com quem sua mãe lhe mandou tomar cuidado”.

Drag Queens em seus camarins, clubes de strip, lojas de tatuagem, abrigos para moradores de rua, casas de pessoas infectadas com o vírus da AIDS. Revelar a doçura e a bondade desses supostos párias sociais tornou-se o grande tema do trabalho de Howard ao longo dessa década que parece fadada a jamais acabar.

O trabalho acabou apropriadamente batizado de Love, Lust and Loss: A Photographic Memoir of the 80’s (Amor, Luxúria e Perda: Uma memória fotográfica dos anos 80). Howard sempre se deixou mover pela curiosidade como combustível para registrar o mundo ao seu redor. E nada que nos provoque maior curiosidade do que aquilo que consideramos tabu.

“A câmera se transformou em uma desculpa, sem a qual eu seria simplesmente mais um voyeur”, ele afirma.

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